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CURADORIA – “Nova York se torna o primeiro estado a oferecer passaporte digital de vacinação contra Covid-19”, por Amy Julia Harris e Sheryl Gay Stolberg

CURADORIA – Rafaela De Negri e Amanda Castro Machado

A ideia do “Passaporte COVID” – um aplicativo que mostra e comprova a vacinação e consequente imunização de pessoas – vem sendo aplicada no estado de Nova Iorque. Num primeiro momento, sem avaliações profundas sobre as condições socioeconômicas nas quais se desenrolam a vacinação, esta iniciativa se apresenta como uma boa solução para garantir que os espaços públicos não sejam centros de infecção comunitária, protegendo a comunidade de novas ondas epidêmicas. Porém, quando trazemos este projeto para solo e realidades brasileiros, temos que permanecer atentos às disparidade entre o número de pessoas brancas e negras vacinadas (já evidenciada por pesquisas), à crescente possibilidade da compra de vacinas pelo setor privado, e consequente sucateamento e desvalorização do SUS, e a tantas outras formas de fomentar a desigualdade social brasileira. Antes de entrarmos em discussões sobre melhores caminhos de controle da imunização, precisamos garantir o acesso igualitário a vacina a toda população brasileira, via SUS.

 

Tradução livre para português feita pelas curadoras:

“Nova York se torna o primeiro estado a oferecer passaporte digital de vacinação contra Covid-19”, por Amy Julia Harris e Sheryl Gay Stolberg

O Estado de Nova York introduziu um aplicativo digital que permite aos indivíduos provar que foram totalmente vacinados contra o coronavírus ou que recentemente tiveram resultado negativo, como parte de um esforço para acelerar a reabertura de empresas, estádios esportivos e locais de entretenimento no estado.

Nova York é o primeiro estado a criar formalmente um passaporte digital para Covid-19. A plataforma online gratuita, chamada Excelsior Pass, foi desenvolvida com a IBM e funciona como um cartão de embarque móvel de uma companhia aérea. Os usuários recebem um passe digital com um código QR seguro, podendo imprimi-lo ou salva-lo em seus smartphones. As empresas participantes usam um aplicativo complementar para escanear o código QR do cliente e verificar seu status Covid. O estado informou que os dados das pessoas seriam mantidos seguros e confidenciais.

“A questão ‘saúde pública ou economia’ sempre foi uma escolha falsa – a resposta deve ser ambas”, disse o governador Andrew M. Cuomo em um comunicado. “À medida que mais nova-iorquinos são vacinados a cada dia e as principais medidas de saúde pública continuam a atingir regularmente suas taxas mais baixas em meses, o primeiro Excelsior Pass da nação anuncia a próxima etapa em nossa reabertura cuidadosa e baseada na ciência.”

O governo Biden tem monitorado esforços privados e sem fins lucrativos para desenvolver passaportes para vacinas e está trabalhando para garantir que eles atendam a certos padrões, incluindo privacidade, disse Jeffrey D. Zients, coordenador de resposta ao coronavírus da Casa Branca, neste mês.

“À medida que aumentamos o número de pessoas vacinadas, sabemos que algumas pessoas podem ter necessidade de demonstrar que estão vacinadas”, disse Zients. “O setor privado e as coalizões sem fins lucrativos já estão começando a trabalhar nisso. Nosso papel é ajudar a garantir que quaisquer soluções nesta área sejam simples, gratuitas, de código aberto, acessíveis às pessoas tanto digitalmente quanto no papel, e projetadas desde o início para proteger a privacidade das pessoas. ”

Como parte do lançamento inicial, os nova-iorquinos podem usar o passe digital para verificar seu status Covid-19 para participar de jogos em estádios e arenas, recepções de casamento ou outros eventos acima do limite de reunião social do estado.

Os principais locais, incluindo o Madison Square Garden que porta 20.000 lugares na cidade de Nova York, anunciaram que planejam usar essa tecnologia nas próximas semanas. A partir de 2 de abril, espaços menores de artes e entretenimento também podem usar o Excelsior Pass.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças divulgaram recentemente suas orientações para pessoas nos Estados Unidos que foram totalmente vacinadas, que é duas semanas após a segunda dose da vacina Pfizer-BioNTech ou Moderna ou duas semanas após a dose única da vacina Johnson & Johnson.

As orientações permitem a retomada de algumas atividades em ambientes privados entre pessoas totalmente vacinadas em pequenos grupos ou uma família totalmente vacinada com outra família não vacinada. Enfatizam, também, como as pessoas totalmente vacinadas devem seguir as precauções de saúde e segurança em público, incluindo o uso de máscara.

Para ler o artigo original em língua inglesa, acesse: https://www.facebook.com/5281959998/posts/10152643489569999/?sfnsn=wiwspwa

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